Saciar Teus Sonhos…

Ah…
Quis o destino, 
que se assumisses o controle,
e guiasses minha mão por teu corpo,
ao ponto d’eu saber, 
e que mesmo ao cerrar meus olhos,
ao buscar nos toques de lábios e mãos, 
quem sabe, ter o alcance, 
de saciar teus sonhos! 


Corpos Geminados…

Me assusta por demais,
o talvez desconhecer,
a real essência de amar…
BASTA!
Quiçá num átimo, de um hoje,
em que te ter seja o presente,
tornar real, o até ontem, sonhar…
Em geminar nossos corpos…


Inteirar-se Entrelaçados…

Te acomodar em meu braços,
cafunezear” teu cabelo, 
acarinhar teu corpo junto ao meu,
de forma que sejamos dois em um só! 
Ao escutar os corações tocarem, 
num tilintar de beijos intensos, 
entrega de desejos inteiros, 
e inteirar-se enfim entrelaçados…


Palavras Reflexas!

Experimente falar as duras verdades,
dantes ditas a alguém, de afogadilho,
em igual tom, frente a um espelho…
Como te sentirás,
quanto as palavras reflexas?


Sentimentos Conexos…

Ao mirar estrelas num sonho, e sorrindo,
em ver arco-íris na noite escura, 
pois em sonho pode, e é Lindo…
Como sentimentos conexos, uníssonos,
até o instante não sabedores de si, 
porém em sonho pode, e é Infindo…
Ah, pós cruzar olhares soltos desses sentires,
com toques sutis em mãos desejosas,
saciando tais em beijos fortuitos, 
transpondo corações livres, num só, 
doravante, em um sonho real e eterno, 
e nesse sonho em vida, seguirá Luzindo…


De Nuvem Esfinge…

Como se fosse a nuvem, 
uma Esfinge Egípcia,  
com seus enigmas e garras,
a escoltar o inebriante Por do Sol…


Congêneres Díspares!

Quem sabe, ao sermos congêneres, 
diferenças díspares, busca-se 
com uma sede atroz, de fugar!
Fugar do igual, o romper diferente!
Qual destino dar então, 
à ostentosa nau da tua vida?
Refutar o mau que foges, 
e replicar todo o bem recebido…




Ser Feliz, Enfim…

Estranha sensação de me envolver, 
como em extremos de estações, 
jamais em sentimentos mornos, esquálidos, 
mas sim intensos, ardentes, vividos!
Sempre a chama de um Verão Ardente, 
ou a Friúra do Inverno com longas noites!
Mas nunca a mormacenta indecisão inócua, 
do será, talvez, não sei, pode ser…
É o sim, não o se, sempre o sim…
Simples assim…
O me permitir ser feliz, enfim…


Espectro de Loucura…

Dentro de um espectro de loucura,
o deixar os olhos se ilusionar!
São as luzes que piscam ao longe, 
ou é a distância que engana? 
É a neblina que baixa, 
ou um simples vapor que emana? 



Ponto Infinito do Tempo!

Quando gravamos em nossos olhos,
respostas que ouvimos do vento,
e tais, mostradas são nas estrelas, 
que nossos astros ainda se cruzam,
em algum ponto infinito do tempo,
quem sabe, juntos, possamos vê-las! 


Quebrar Lendas…

Entre o ferrenho conflito, 
do seguir ou se render,
ver-se incansavelmente esquivar, 
das garras impiedosas do tempo, 
restar à Águia quebrar sua lenda,
ao voar para o ressignificar,
outra vez, e outra, e outra, e outra…
Quantas necessárias forem!
Pois o fim, talvez não seja um fim…


Inquieto Signo!

Perdoe esse caso de amor,
com a estonteante luz do Sol! 
Justo por ser tal, de beleza infinda,
a inebriar sentimentos meus, 
e a aquecer com seu fogo,
meu inconstante signo, 
de inquieto elemento ar! 



Janelas Cerradas…

Triste ver as Janelas Cerradas! 
Justo onde olhos, num tempo, 
donde mi padre miraba la vida,
recostado em sua cadeira antiga,
a observar o clarear do dia!
E ao sairmos desse passado, 
pra seguir o nossos tempo, 
mi madre se quedo a saludar a sus hijos!
Janelas Cerradas, hoje a guardar, 
lembranças, sonhos, vidas em comum! 
Janelas Cerradas então a aguardar, 
o destino de um, em cada um, 
e cada qual, no seu dia a dia…


Como o Tempo…

Seríamos nós, tais como o tempo? 
No entardecer assim, 
em meio a raios de sol,
e ao amanhecer, sob tormenta…
Seríamos então propensos?



Por Onde?

Quando desci meus olhos, 
a procurar sinais de orientação,
os quais mostrassem uma saída,
buscava de forma definitiva,
o poder então entrar, 
e fazer morada na tua vida...


O Falar das Mãos...

Em meio ao pânico, 
gritos coléricos! 
Oh, as MÃOS trazem termo!
Mas não esqueçamos jamais... 
As MÃOS fazem carícias, afagos,
levam entre os dedos uma flor, 
e em meio movimentos sutis, 
dizem gestos de amor! 


Coração Corsário!

Falar aos abismos,
escutar a própria voz, 
na espera inócua de um sim!
Numa busca insana, 
da retomada de mim!
Num horizonte infindo, 
como se jas refletindo, 
um coração corsário,
que navega em esquinas, 
cruzamentos, sinais ...
com escritas em suas velas,
como um pedinte plaquetário! 

Dois Inteiros...

Qual o querer então?
Não uma “cara metade”,
mas um rosto inteiro!
Para que a cada futuro,
possam trocar olhares!
Entrelaçados corpos, 
num carinho infindo,
lábios, dois como um só!
E num ato de acariciar então,
não como partes a se completar, 
mas, ambos plenos! 
Dois Inteiros, 
num Eterno, Romance lindo!


Enamorar Estrelas!

Sem combinar comigo, 
de forma alheia ao intento, 
um dia qualquer se chega,
meu eu encontra alguém! 
E com Por-do-Sol crível, 
de poesia em uno som!
Fazer manar a verve poética, 
em um programa bom...
sexta-feira, perfumes em noite, 
nós, em rimas de Drummond!
Viagens longas, distas da rotina, 
a observar, e enamorar estrelas, 
e viver, o que a vida ensina!