Beijo ao Longe!

Em algum dia, tiveram,
os beijos, num longe perto!
Sentiam o sabor do novo a cada beijo!
Onde o branco da neve, aquecia o amor!
Hoje, se perto, é um beijo longe,
toque de lábios vãos,
ainda, sentido em fotos! 

Como sempre, em lembranças!
Mas mesmo que longe, até hoje ...






O Que Sinto?

Quanto ao escrever                
ser o revérbero do que sinto,
poderia só a mim enganar,
se no referido, eu minto!
Como saber então,
ser coração ou mente?
Qual dos dois escreve,
e o que realmente sente! 

Um Amor Imenso!

Um amor insípido,                             
provido de fogo falso
de que adianta?
Se num coração que pulsa
independente que mande,
a fagulha que desprende em brasa, 
transmuta o que então irreal,
em lume de valor intenso!
Esquece enfim, um sentir distante!
Abraça assim, um amor imenso!

Ser Eu Sem Mim!

Ser eu sem mim,     
somente para ser
o eu de alguém!
O que é importante enfim?
Estar de bem comigo em mim,
ou estar como não sou,
com outrem!
Fazer a alguém o bem,
sem me ver dantes,
prospera a chance,
de frustração no fim!

Dubiedades Infindas!

O que é o ser da Paixão,     
senão o Amor em chamas!
Sem chamas, não Paixão?
Sem Paixão, não Amor?
Amor sem Paixão?
Será?
Ah, dubiedades infindas...

Me Procuro!

O que procuro,   
se o que busco já tenho?
Se por vezes,
não me encontro em mim!
Como se em tudo, 
não me bastasse!
O inatingível, intangível, enfim! 
O algo de ter por ter,
e ao ter, por que?

Te Vejo em Mim!

Por que o longe,  
se o aqui me deixa bem!
Trocar os toques midiáticos,
que me apartam do teu cheiro,
sem tocar teu corpo!
O te ver, sacia meu "ser" eu!
E ao cerrar los ojos,
te vejo em mim!
Com o mesmo sentir, 
daquele ontem!

Molduras!

Enfim o amanhecer!           
Aplacando a penumbra
de uma noite fria!
São teus olhos,
não o sol, que me trazem a luz
pra iluminar e aquecer!
Teu Sorriso,
não as flores, que embeleza
e da cor a vida!
Os outros, apenas servem
de molduras para o que vem de ti!

Entre os Dedos!

Ao sentirmos o tom tépido   
de algo jaz trepidante
e entre dedos corrediços,
perdendo-se entre nós!
Então, num ímpeto soluto,
planos a dois, 
em destinos diversos,
do nada, assim,
transformados enfim, 
ou quem sabe, em fim...

Eu Calado!

Sinto bem,                      
em mostrar o que sinto!
Se tiver que fingir,
minto!
Ao trancafiar minha voz,
só a mim lancina!
Um sentir silencioso,
que ao calar, 
me domina!
E meu eu calado,
fica ou sai perdido,
ao boicotar o instinto!


Se a Mente, Mente!

O que fazer com a razão,   
se a mente, mente?
Prefiro usar a emoção!
Involuntário, o coração,
só faz o que sente!


Curado?

Enfim curado de ti! 
Me vejo curado
de ouvir tua voz!
Curado de olhar teus olhos!
Curado de amar teu corpo!
Curado de acariciar teu rosto!
Mas me poupe 
de sentir teu beijo!
Pois meu coração sofre,
só de pensar na recidiva
que ainda ronda meu eu!

Passos em Pautas!

É assim que ele pousa!
No instante solo
de melodias inquietas!
Sem nada de nada, 
ou pouco de tudo!
Calado ainda, mudo segue!
Observando acordes, 
como dias que passam!
Fora de Si, a espera do Sol!
Então, 
escala degrau por degrau,
com seus passos em pautas!